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Ressonância Magnética de Mama
Escrito por Dr. Denis Szejnfeld

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A RM das mamas é um método novo que se consolidou como importante ferramenta no diagnóstico precoce e tratamento do câncer de mama. A principal característica do método é sua altíssima sensibilidade (superior a 95%) na detecção de pequenos focos de tumor, sejam eles nódulos ou microcalcificações. As principais indicações do exame, já estabelecidas na literatura médica, são: o rastreamento de pacientes de alto ou moderado risco para câncer (com antecedente na família) e mamas muito densas. Segundo o American Câncer Society, a RM também deve ser realizada em todas pacientes com diagnóstico confirmado de câncer, pois permite identificar outros focos ocultos na mesma mama e na mama contra-lateral, mudando o planejamento pré-operatório. Leia as indicações abaixo. Consenso americano na íntegra:http://caonline.amcancersoc.org/cgi/content/full/57/2/75.

O CURA conta com um dos melhores equipamento de RM disponíveis pois alia alto campo e túnel aberto, possibilitando a realização de exames em pacientes obesos e claustrofóbicos sem necessidade de sedação. Além disto, estamos equipados com a melhor bobina de mamas hoje disponível (Invivo® - 7 canais) e softwares que minimizam artefatos de movimentação.

Sempre pioneiros, hoje somos o único centro brasileiro a realizar mamotomias dirigidas pela RM, oferecendo um diagnóstico completo e evitando outros procedimentos desnecessários.

 

Grupos de alto risco – Muitos trabalhos comprovam que a RM detecta o câncer de mama precocemente em pacientes de alto risco. Os principais fatores são histórico familiar, histórico pessoal, terapia de reposição hormonal e alterações genéticas hereditárias. Veja a lista completa na tabela abaixo.

Mamas densas – Quando as mamas são muito densas, ou seja, contém grande componente de tecido glandular e pouco tecido adiposo, a mamografia tem a sensibilidade reduzida. Neste cenário, a RM pode ser utilizada como método de rastreamento complementar.

Próteses Mamárias – Avaliação de integridade intra ou extra capsulares.

“Problem solver” ou solucionador de problemas – A RM pode ser utilizada em casos de dúvidas ou discordâncias de achados da mamografia e ultra-som.

Extensão tumoral - Uma das principais indicações da RM de mamas é a avaliação completa e detalhada de lesões malignas já diagnosticadas pelo ultra-som e pela mamografia. Por ser um método tridimensional, permite a determinação exata das dimensões do tumor e pode ser útil na avaliação da invasão de estruturas da parede torácica.

Multifocalidade e bilateralidade – Atualmente, sabe-se que no momento do diagnóstico de um foco de câncer de mama, podem haver outras lesões na mesma mama (multifocalidade) ou na outra mama (bilateralidade) e que não são detectados pela mamografia ou ultra-sonografia. A multifocalidade ocorre em até 10% dos pacientes e a bilateralidade em cerca de 5%. A identificação precisa destas lesões pela RM pode mudar o planejamento cirúrgico e beneficiar cerca de 14,3% dos pacientes, segundo alguns estudos (1). Isto evita a realização de biópsias cirúrgicas desnecessárias e evita que a paciente tenha recidiva precoce (2). Reduz ainda em 30% a reintervenção (re-quadrante)

Detecção de tumores ocultos – A primeira manifestação do câncer da mama pode ser o aparecimento de um gânglio axilar anômalo cuja biópsia revele neoplasia e a mamografia e a ultra-sonografia sejam normais. Nestes casos, a alta sensibilidade do exame de RM pode revelar a localização do tumor e permitir tratamento adequado (3).

Assimetria focal e distorções arquiteturais – Em alguns casos, a mamografia pode revelar apenas uma área de assimetria ou distorção arquitetural sem que se possa caracterizar um nódulo propriamente dito. Nestes casos, permanece a suspeita de neoplasia mas não é possível localizar o foco tumoral. Nestes casos a RM, pela capacidade tridimensional e alta sensibilidade pode identificar ou descartar a presença de doença com alta sensibilidade e especificidade.

Recidiva tumoral/Persistência tumoral – Após a manipulação cirúrgica e sessões de radioterapia, a mama pode apresentar distorções arquiteturais que impossibilitam a detecção de recidiva ou persistência tumoral . A RM pode detectar corretamente estas lesões.

  • Histórico familiar – Parentes com câncer de mama aumentam o risco para a doença. A ocorrência de câncer em um familiar de primeiro grau (mãe, irmã ou filha), dobram o risco. A ocorrência em dois familiares de primeiro grau aumenta o risco em cerca de 5 vezes.
  • Histórico pessoal – Uma mulher com câncer em uma mama, tem cerca de 3 a 4 vezes mais chance de apresentar neoplasia contra-lateral ou na mesma mama.
  • Raça – Mulheres brancas têm maior risco, embora o comportamento do tumor nas negras costuma ser mais agressivo. Mulheres asiáticas e hispânicas têm menor risco.
  • Biópsias prévias alteradas – A ocorrência de algumas lesões benignas pode aumentar o risco da doença.
  • Menstruação – Mulheres que tiveram a primeira menstruação antes dos 12 anos ou que tiveram a menopausa após os 55 anos têm discreto aumento de risco.
  • Radioterapia – Mulheres que, quando crianças ou jovens, foram submetidas a radioterapia torácica têm risco significativamente maior.
  • Maternidade – Mulheres que não tiveram filhos ou os tiveram após os 30 anos têm risco discretamente aumentado.
  • Terapia de reposição hormonal – A terapia de reposição combinada, ou seja, aquela que usa estrógeno e progesterona aumentam o risco. A reposição somente com estrógenos por mais de 10 anos também pode aumentar o risco.
  • Álcool – A ingestão de mais de 2 a 5 doses diárias pode aumentar o risco em até 1,5 vezes.
  • Mutações genéticas - hereditárias como alterações nos genes BRCA-1 e BRCA-2.

Consenso - American Cancer Society - Download

1. Fischer U, Kopka L, Grabbe E. Breast carcinoma: effect of preoperative contrast-enhanced MR imaging on the therapeutic approach. Radiology 1999; 213:881-888.
2. Slanetz PJ, Edmister WB, Yeh ED, Talele AC, Kopans DB. Occult contralateral breast carcinoma incidentally detected by breast magnetic resonance imaging. Breast J 2002; 8:145-148.
3. Morris EA, Schwartz LH, Dershaw DD, van Zee KJ, Abramson AF, Liberman L. MR imaging of the breast in patients with occult primary breast carcinoma. Radiology 1997; 205:437-440.

 

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